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CPI das Terras ouve proprietário da área invadida no Cantá

CPI das Terras ouve proprietário da área invadida no Cantá

25 de abril de 2017

O impasse iniciou no dia 02 de abril deste ano, quando integrantes da Famer invadiram uma área privada destinada à produção de arroz

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga ocupações irregulares de terras em Roraima realizou a terceira reunião na tarde desta terça-feira, 25, quando ouviu o proprietário das terras recentemente invadidas no município de Cantá, interior do Estado, Michael Vogel, representante legal da Waltrópolis Empreendimento Imobiliários Ltda.

Durante a oitiva, o empresário frisou principalmente que a maioria das pessoas que fez parte deste movimento responsável pela invasão das terras que ele representa, não possui perfil de quem realmente precisa de moradia ou se encaixa em algum tipo de projeto social para tal finalidade. Ele foi mais longe e alertou: “Com essa onda de invasões, se não tomarmos cuidado, vai chegar a hora em que as pessoas [invasores] vão perder o respeito pela propriedade privada por completo e dar início ao caos no Estado”, sustentou o empresário.

Na oitiva foram questionados, ainda, pelo presidente da Comissão, deputado Marcelo Cabral (PMDB), os atos supostamente ilegais utilizados para a confecção de uma documentação falsa na tentativa de enganar as pessoas menos favorecidas durante o processo de ocupação da área pertencente a Michael Vogel.

O empresário respondeu que a única coisa que viu sobre algum tipo de documentação referente à venda das terras, teria sido em páginas de rede social dos envolvidos na invasão, e que este suposto contrato seria falso, uma vez que não possuía assinatura do representante legal.

O depoimento, conforme Marcelo Cabral, foi produtivo no sentido de identificar as pessoas envolvidas para que elas sejam investigadas de maneira criteriosa. “A CPI está começando a tomar um rumo. No depoimento do empresário, pudemos ter certeza que foi um movimento muito bem organizado. Com base nesses depoimentos, esperamos chegar a um resultado final em 90 dias e dar a reposta que a sociedade roraimense espera”, explicou o presidente da CPI.

O vice-presidente da CPI, Masamy Eda (PMDB), concordou com Cabral no quesito produtividade da oitiva. “Ele esclareceu pontos jurídicos importantes sobre a propriedade da terra, e com isso, vamos apurar para chegar a um denominador e descobrir a realidade dessa onda de invasão que está se proliferando no estado de Roraima”, completou.

O depoimento do empresário, segundo os deputados que compõem a CPI, ajudou a identificar algumas pessoas que estão por trás dessas invasões, pois foram citados pelo empresário, vários nomes que serão apurados durante o andamento dos trabalhos da Comissão.

A próxima reunião da Comissão Parlamentar de Inquérito que investiga invasão de terras em Roraima está agendada para a próxima terça-feira, 2 de maio, às 15h30, na Assembleia Legislativa de Roraima.

Por Tarsira Rodrigues

SupCom/ALE-RR

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