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Representantes de diversas categorias profissionais da Saúde em Roraima estiveram nesta quarta-feira (6) na Assembleia Legislativa de Roraima, para participar de uma Comissão Geral com o titular da SESAU (Secretaria Estadual de Saúde), Ricardo Queiroz, cujo foco era esclarecer a atual situação do Sistema de Saúde Pública em Roraima. Estiveram presentes o Conselho Regional de Psicologia (CRP), o Conselho Regional de Farmácia (CRF), o Sindicato dos Fisioterapeutas e Terapeutas Ocupacionais de Roraima (SINFITO), o Conselho de Nutrição, Conselho Regional de Enfermagem de Roraima (Coren), o Sindicato dos Profissionais de Enfermagem do Estado de Roraima (SINDIPRER), o Sindicato dos Trabalhadores Civis Efetivos do Poder Executivo do Estado de Roraima (Sintraima), além da Promotoria de Defesa da Saúde do Ministério Público de Roraima (MPE).

Cada categoria aproveitou para apresentar ao secretário, convocado pelo Poder Legislativo, as demandas vivenciadas no dia a dia nas unidades de Saúde. Entre eles, a presidente do SINDPRER, a enfermeira Maria De La Paz, ao enfatizar que desde 2015 a classe da Enfermagem tem buscados melhorias nas condições de trabalho e de tratamento para os pacientes. Ela recordou, inclusive, as paralisações realizadas naquele ano, suspensas por conta de uma liminar da Justiça. “Solicitamos melhorias na qualidade de assistência para essa população, assim como melhorias na qualidade de trabalho para os profissionais da saúde, principalmente para os profissionais da Enfermagem”. Ela disse entender que, por estar há pouco mais de um mês no cargo, o atual secretário não tem como esclarecer todas as dúvidas dos servidores.

A preocupação, segundo Maria, é a falta de condições dignas de trabalho, de materiais e medicamentos dentro das unidades hospitalares, principalmente no Hospital Rubens de Sousa Bento, conhecido como Hospital Geral. “A gente entende que o secretário hoje está no cargo por um período muito curto, que não tem como dar muitos esclarecimentos. Mas, a princípio, os esclarecimentos são um pouco vazios, pois precisamos de uma resposta rápida para dar à população”, frisou a profissional.

O secretário Ricardo Queiroz chegou a afirmar que “não há comunicação entre os servidores, pois há material, mas que não tem chegado ao destino, que é o uso no paciente”. “Soou um tanto quanto constrangedor porque ‘pra’ gente, enquanto profissional da ponta, solicitamos da farmácia o material e a medicação. Se esse material ou essa medicação não chega até nosso setor de trabalho, subentende que não tem”, resumiu Maria De La Paz.

Com relação à Fisioterapia, a presidente do SINFITO, Roselândia Soledade, pediu urgência na providência de materiais como filtros de ventiladores mecânicos destinados a pacientes da Terapia Intensiva. “Nós temos nos esforçado bastante para tentar atender a demanda. Não temos itens básicos como sonda de aspiração, luvas, entre outros. Temos equipamentos sucateados, a demanda é grande”, comentou ao salientar que a situação é um risco ao paciente.

O autor do requerimento da convocação do secretário estadual, deputado Jorge Everton (MDB), salientou que o diálogo com a categoria foi saudável. “Eu fiz questão de convidar representantes de sindicatos, associações, para que pudessem participar com perguntas, com informações e foi muito positivo, pois eles puderam expressar o sentimento da categoria e o que ocorre no dia a dia”, complementou o parlamentar.

Yasmin Guedes

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