O I Encontro Científico Cultural realizado neste sábado, 14, pela Escola do Legislativo – Unidade Silvio Botelho, foi um sucesso de público. O dia foi festivo e as atividades realizadas durante os três turnos, incluindo nove aulões, reuniu mais de mil pessoas. As apresentações culturais ficaram por conta dos alunos das turmas de espanhol e inglês, que deram show no domínio dos idiomas, demonstrando por meio da arte musical, culinária e danças todo o conhecimento adquirido ao longo das aulas. O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Jalser Renier (SD), prestigiou o evento.

“Estou muito satisfeito em ver o resultado deste trabalho, em perceber que a equipe da Escola do Legislativo é bem preparada. Observei isso ao ver o amor que os alunos sentem pelos professores, e essa empatia ajuda aos alunos a aprenderem mais. Estou feliz também porque, ao ver essa senhora, que aprendeu as primeiras palavras de inglês na Escola do Legislativo, percebo que não existe idade para aprender um novo idioma. Diante do resultado positivo, vamos oferecer o curso avançado de inglês, após a conclusão do curso intermediário”, afirmou Jalser Renier.

A doméstica Betina Cecília Pereira, 43 anos, é casada e mãe de sete filhos. Ela resolveu se inscrever no curso de inglês porque sempre apreciou o idioma. “Fazia muito tempo que queria aprender o idioma e quando surgiu essa oportunidade, agarrei. Hoje já falo algumas palavras em inglês e até brinco com meus filhos em casa, pois nenhum deles sabe falar em inglês, mas pretendo matricular eles aqui. Uma das coisas que muito me agrada na aula é a professora que é atenciosa, carinhosa, ensina bem e tem paciência com a gente”, contou.

A aluna Airla Silva tem só 17 anos, mas já sabe que o acúmulo de conhecimento pode contribuir para uma vida melhor no futuro. “Quando ouvia as músicas em inglês me senti mal, porque apesar de gostar do ritmo não entendia o idioma. Hoje é diferente, pois já compreendo. Saber mais de um idioma vai também valorizar o meu currículo”, avaliou Airla, ao salientar que a recepção da Escola do Legislativo é sempre calorosa, o que muito estimula os alunos.

O engenheiro agrônomo Haroldo Duarte Barbosa, 58 anos, morador do bairro Araceli, aproveitou o sábado para estudar. “Estou na sala de aula porque é uma necessidade, haja vista que me preparo para os concursos que vão ofertar vagas para minha área. Hoje é um sábado, mas entendo que é preciso aproveitar todo o tempo que temos porque se não estudarmos não conseguiremos chegar junto do conhecimento. Essa iniciativa é ótima porque a maioria das pessoas não tem condições de pagar um curso ou um aulão particular”, afirmou.

O segurança José Alri Pereira de Sousa, 32, que almeja ser policial militar, estava experimentando pela primeira o aulão da Escola do Legislativo. “Esses aulões são importantes porque tiram nossas dúvidas. O fato de ser gratuito é melhor ainda, porque estão nos dando uma oportunidade para seguir em frente. A iniciativa é válida e gratificante, porque os cursinhos estão muito caro. Hoje, além de português vou fazer as outras disciplinas que são cobradas em concurso. Depois vou me matricular para fazer outros cursos”, afirmou.

Os aulões abordaram além de Português, Direito Constitucional, Direito Administrativo, Raciocínio Lógico e Informática para Concurso. Na oficina de informática os alunos apreenderam, inclusive, a preparar o cabo de rede, o que pode ser usado no futuro como uma forma de ter uma renda extra.

O professor Andreive Ribeiro ministrou aula de Direito Administrativo. “Escolhemos ministrar aula sobre administração pública de um modo geral, com explanação de conteúdo de jurisprudência e doutrina, e principalmente resolução de questões, treinando os alunos para resolverem as questões, inclusive da banca da Funrio, que realizará o concurso da Assembleia Legislativa, para que eles possam, no dia da prova, estarem preparados. Todo concurso cai Direito Administrativo, seja para nível médio ou superior, e a gente está contribuindo com essa iniciativa da Assembleia, por meio do presidente Jalser, para treinar e qualificar esses alunos para a realização dessa prova”, disse o professor.

Por Marilena Freitas

SupCom/ALE-RR