A deputada Angela Águida Portella (PP) propôs um projeto que institui o Dia do Aleitamento Materno, para ser comemorado anualmente no dia 1º de agosto, sendo este mês destinado às ações que tenham a finalidade de conscientizar e esclarecer a população sobre a importância do leite materno, principalmente no primeiro ano de vida das crianças. A parlamentar propõe que o mês seja chamado de Agosto Dourado, em alusão à Semana Mundial de Aleitamento Materno, que existe desde a década de 90.

“Será um mês voltado para campanhas, conscientização e incentivo à amamentação do aleitamento materno, mas também para incentivar a doação ao Banco de Leite. A grandiosidade dessa compreensão e entendimento, dessa proatividade das mães que têm excesso de leite e que podem doar, é fundamental para salvar vidas”, justificou a Angela Águida.

Por ser importante para o pleno desenvolvimento físico, psíquico e intelectual da criança, Angela argumenta que não tem dúvida que a criação do Agosto Dourado vai ao encontro do que recomenda os médicos às mães, uma vez que eles sabem que o leite materno previne inúmeras doenças como diarreia ou infecções como as respiratórias, além de contribuir para a redução da mortalidade infantil. A mulher, justifica a parlamentar no projeto, também é beneficiada com essa prática por conta da involução uterina após o parto, e, em longo prazo, a proteção contra o câncer de mama e ovário,

“As crianças recém-nascidas dependem unicamente desse alimento para sobreviver e ter saúde quando estão na UTI (Unidade de Tratamento Intensivo) neonatal, daí a importância da doação de leite. Mas também é um ato de amor das mães quando se preocupam em dar o leite materno, que em princípio é uma vacina, mas também é fonte de vida. É o chamado sangue branco, e é para isso que vem o Agosto Dourado, para conscientizar e imprimir esse sentimento de solidariedade para envolver todos nesta ação, que também é uma questão social”, afirmou a parlamentar.

Angela Águida fez questão de frisar que as ações desenvolvidas durante o Agosto Dourado não anulam as que são realizadas rotineiramente. “Certamente as desenvolvidas em agosto trarão repercussões positivas na vida de nossas crianças. Para o pleno êxito da iniciativa, é essencial a participação dos mais diversos setores da sociedade. Além de setores de saúde e de trabalho, devem ser envolvidas as organizações não-governamentais, sindicatos, entre muitos outros atores possíveis”, disse, ao ressaltar que o trabalho realizado pelo Hospital Maternidade Infantil Nossa Senhora de Nazareth (HMINN) sobre o aleitamento materno é reconhecido por organizações nacional e internacionais.

O Banco de Leite da maternidade atende, em média, 30 bebês prematuros na UTI neonatal da unidade de saúde. As doações são feitas regularmente por 60 doadoras cadastradas, as quais nem precisam se deslocar até a maternidade para fazer as doações, pois uma equipe do Corpo de Bombeiros vai até a pessoa para coletar o material. A deputada ressalta que o número de voluntárias poderia ser maior se as mulheres conhecessem os benefícios da amamentação.

Por Marilena Freitas

SupCom/ALE-RR