O Procon Assembleia realizou na tarde desta quinta-feira, 5, uma ação educativa em 13 madeireiras da Capital. A equipe do Procon entregou aos proprietários dos estabelecimentos comerciais o Código de Defesa do Consumidor (CDC), e adesivou em áreas visíveis das madeireiras o número com os telefones de contato do Procon Assembleia.

A advogada do Procon, Angria Kartiê, fez questão de frisar durante a ação que a finalidade é tornar as relações consumeristas harmoniosas. “É um trabalho de conscientização junto às madeireiras, para que os fornecedores conheçam o trabalho que o Procon está realizando, informando os direitos e deveres dos fornecedores e consumidores”, explicou.

Na oportunidade a equipe do Procon falou sobre as palestras que o órgão disponibiliza para as empresas, as quais auxiliam muito os funcionários a compreenderem os principais artigos do CDC como, por exemplo, o que trata da troca de mercadoria. “Informamos aos fornecedores que eles podem agendar palestras para entender como funciona na prática o Código. Tem aquela velha máxima de que o ‘consumidor tem sempre razão’, mas não é bem assim. Na verdade tanto a empresa quanto o consumidor têm direitos e deveres”, ressaltou.

O empresário Jardel Nougueira, 31 anos, proprietário da Madeireira União, disse que para evitar problema com o cliente sempre dá um jeito para deixá-lo satisfeito, ainda que a empresa tenha perdas. “Aqui a gente sempre tenta solucionar o problema, e o mais rápido possível. Essa ação do Procon é muito boa porque dá segurança tanto para o consumidor quanto para nós comerciantes, que nos sentirmos amparados, sabendo a quem recorrer na hora de solucionar um problema”, afirmou.

Há 20 anos no mercado, Robson Matsdorff, avaliou a ação do Procon como positiva. “É interessante porque a maioria das empresas, principalmente as de revenda de madeira, que são pequenas empresas e não têm apoio, esclarecimento e nem uma consultoria de um advogado. Por isso considero bem válida essa ação”, avaliou.

Esse segmento do mercado, segundo Matsdorff, enfrenta alguns problemas com os clientes no que diz respeito à perfeição do produto. Mas com bom senso, disse ele, tudo acaba sendo resolvido de forma que ambas as partes saiam satisfeitas.

“Em se tratando de madeira, que é um produto natural, é quase impossível alcançar a perfeição, a gente chega próximo. Então às vezes o cliente quer uma madeira bem retinha, sem trinco para acabamento, e a gente acaba tendo que substituir algumas peças para que o cliente fique satisfeito e espalhe a notícia para os demais clientes. Um cliente satisfeito fala para, no máximo, duas pessoas; enquanto que o insatisfeito mete a boca no trombone”, disse o empresário, ao salientar que a boa imagem da empresa sempre deve estar em primeiro lugar.

Por Marilena Freitas

SupCom/ALE-RR