O deputado Jorge Everton (PMDB) subiu a tribuna durante a sessão desta quarta-feira, 29, na Assembleia Legislativa, e fez críticas ao Executivo acerca do projeto que prevê a redução do percentual pago aos servidores efetivos que exercem cargos comissionados na administração pública direta e indireta.

Conforme a mensagem governamental nº 86 de 24/11/2017, protocolada na Casa Legislativa, fica estabelecido ao servidor efetivo, quando no exercício de cargo comissionado, receber a remuneração com redução de 65% correspondentes ao cargo comissionado para o qual foi indicado.

Jorge Everton não concorda com a proposta e considera uma ‘injustiça’ com os servidores concursados. “O Governo construiu essa proposta com a alegação de que precisa cortar gastos, mas não é justo, pois o servidor que é concursado e assume uma função comissionada, deve receber na sua integralidade o cargo comissionado ou um percentual de 90%, que é considerado razoável, menos que isso não dá”, sustenta o parlamentar.

Ele justifica as críticas com base na dedicação e todo o trabalho que os atuais servidores concursados tiveram para conquistar a estabilidade por meio do cargo público. “Não é correto que ele receba apenas 65%. Essa argumentação de redução de custos não é condizente com a atual situação de governo que realiza gastos inexplicáveis com pagamentos de alugueis milionários fora de Roraima. Os deputados não podem aprovar essa proposta do Executivo e os Sindicatos das categorias precisam se manifestar”, ressaltou Jorge Everton.

Empréstimo – Jorge Everton falou ainda sobre a possibilidade da aprovação de um projeto do Governo do Estado que visa a contratação de um empréstimo de mais 110 milhões de reais. “A Assembleia não pode dar um cheque em branco para o Executivo gastar e provocar ainda mais endividamento ao Estado. Isso vai prejudicar as futuras gerações e não podemos aprovar, pois não é o que a sociedade espera”, finalizou.

 

Tarsira Rodrigues